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7 de setembro, 2026 Carregando clima...
Meio Ambiente

Evento discute restauração ecológica durante seminário e expedição em comunidades ribeirinhas do Amazonas

Realizada em parceria entre IPÊ e Idesam, com apoio da UFAM e INPA, a semana de atividades debateu estratégias de restauração durante Seminário e levou participantes para vivência prática em comunidades do baixo Rio Negro

Entre os dias 25 e 28 de agosto, a restauração ecológica esteve no centro de uma extensa programação em Manaus (AM) e em comunidades ribeirinhas do Baixo Rio Negro, no 2º Seminário Floresta Viva Amazonas e na 3ª Capacitação Floresta Viva Amazonas.

Realizados em parceria pelo Projeto REFLORA, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, e pelo Projeto Restauração Ecológica Produtiva – Idesam, esses eventos contaram com o apoio institucional da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da participação de outras organizações e comunidades.

Mesa de abertura do 2º Seminário Floresta Viva Amazonas (foto: Sérgio de Andrade)

As atividades começaram no Auditório do Bosque da Ciência no INPA, com o objetivo de promover o intercâmbio entre vários projetos de restauração. A mesa de abertura reuniu representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), Instituto de Conservação e Desenvolvimento da Amazônia (Idesam), ENEVA e IPÊ, UFAM e Instituto nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Na sequência, a conferência principal, conduzida por Silvia Helena de Souza Ferrari (MMA), traçou um panorama dos desafios e oportunidades para o setor na região amazônica.

Silvia Helena de Souza Ferrari do MMA (foto: Sérgio de Andrade)

Para apresentar as soluções que já estão gerando impacto, a Mesa 1 – Projetos do Floresta Viva Amazonas trouxe os resultados parciais das iniciativas em andamento.

Na apresentação do Projeto REFLORA, a engenheira florestal Ananda Matos (IPÊ), compartilhou a realidade, os desafios e os resultados alcançados em dois anos do projeto focados na restauração ecológica e produtiva por meio do modelo participativo, em que todo o trabalho nas áreas é realizado conforme as escolhas dos próprios comunitários.

Dra. Ananda Matos (IPÊ) apresenta os avanços e resultados dos dois anos do Projeto REFLORA (foto: Sérgio de Andrade)

A mesa também teve a contribuição de Ana Cecília Gonçalves (FUNBIO) e de Vinicius Bertin (Idesam), detalhando os resultados do projeto Restauração Ecológica Produtiva. Com o objetivo de conectar essas ações à realidade dos territórios, a Mesa 2 do Seminário abordou as “Experiências exitosas na recuperação da vegetação nativa” a partir da visão de quem vive e atua na floresta.

O painel abriu espaço para relatos essenciais de líderes comunitários, incluindo Jovenilson/Tico da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS Puranga Conquista), Almir (RDS Tupé), Orimar (RDS Uatumã) e Janes – Área de Proteção Ambiental (APA Tarumã).

Comunitários participam da Mesa 2 “Experiências exitosas na recuperação da vegetação nativa” (foto: Sérgio de Andrade)

Encerrando as discussões do primeiro dia, a Mesa 3 ampliou o cenário sobre as oportunidades e fortalezas da cadeia de restauração no Amazonas, somando as vivências de convidados de outras iniciativas, como Márcia Lederman (WCS Brasil), Rafaely Lameira (IBEL), Eric Brosler (REMATA), Valdiek Menezes (Projeto Wepaiunung – Sementes Nativas da Amazônia) e Marcelo Gordo (UFAM).

Participantes da Mesa 3 (foto: Sérgio de Andrade)

Aliança pela restauração e o desafio das sementes

O segundo dia de seminário (26/08) mergulhou em um dos principais gargalos logísticos do bioma: a produção de insumos florestais. A Mesa 4 foi totalmente dedicada à atuação da Aliança pela Restauração da Amazônia.

Marcelo Ferronato, representante da rede, apresentou os objetivos e metas para os projetos de restauração, enquanto Miguel Bentes (REDÁRIO) explicou as dinâmicas para o fortalecimento de núcleos coletores de sementes.

Marcelo Ferronato apresenta a estrutura e os objetivos da Aliança pela Restauração da Amazônia durante a Mesa 4 (foto: Sérgio de Andrade)

O tema ganhou ainda mais profundidade na Mesa 5, que promoveu um debate focado na estruturação da rede local de sementes e mudas, com ricas contribuições de Ferronato, Silvia Helena (MMA), Vinicius Bertin, Miguel Bentes, Gustavo Brichi e Marcelo Gordo.

Da teoria à prática: expedição no Baixo Rio Negro

Após definirem os próximos passos no auditório, as atividades deixaram a teoria para vivenciar os desafios in loco. A partir da tarde do dia 26, ocorreu a etapa prática com a 3ª Capacitação Floresta Viva Amazonas.

Representantes do BNDES, FUNBIO, ENEVA e do Projeto REFLORA em visita às áreas de restauração na RDS Puranga Conquista (foto: Sérgio de Andrade)

A expedição fluvial pelo Baixo Rio Negro reuniu cerca de 40 pessoas, entre equipe técnica, parceiros e comunitários, que se dividiram em grupos de trabalho para pensar na organização em rede da cadeia da restauração.

O roteiro de campo proporcionou uma vivência real das ações dos projetos REFLORA e Restauração Ecológica Produtiva, pois o grupo realizou visitas a áreas de plantios, além de conhecer de perto a produção de mudas nos viveiros implementados pelos projetos.

A programação finalizou com um dia inteiro de atividades integradas na RDS Tupé. Os participantes mergulharam em oficinas práticas, dividindo-se em grupos de trabalho focados nos elos da cadeia da restauração (como acesso a mercado, produção e mão de obra), encerrando a dinâmica com uma grande plenária para alinhar os desafios da rede local de sementes e mudas.

Sobre os projetos

O projeto REFLORA e o projeto Restauração Ecológica Produtiva integram o Edital Amazonas – Floresta Viva. O Floresta Viva é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criada para apoiar projetos de restauração ecológica na Amazônia e nos diversos outros biomas do país.

O edital 02/2023 é gerido em parceria com o FUNBIO e recebe apoio financeiro do BNDES, da Eneva S.A. e da Cooperação Alemã (via KfW).

Fonte: Sérgio de Andrade

Jose Gadelha

Diretor Editorial do ConectAmazônia. Graduado em Jornalismo (União das Escolas Superiores de Rondônia - UNIRON), doutor em Informação e Comunicação em Saúde (ICICT/Fiocruz), mestre em Letras (Universidade Federal de Rondônia - UNIR), professor substituto no curso de Jornalismo (UNIR). Assessor de imprensa na Fiocruz Rondônia e membro da Academia Rondoniense de Letras, Ciências e Artes de Rondônia (ARL).